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Odair, você se sente injustiçado com a demissão do Inter? Veja a resposta


Treinador ficou um ano e 10 meses à frente do Colorado
Divulgação
O ex-técnico do Internacional, Odair Hellmann, concedeu entrevista exclusiva ao portal do Globo Esporte. Entre as diversas questões, respondeu se sente injustiçado por ser demitido do Colorado.

"Encaro como uma situação do futebol. Se me perguntar se eu gostaria de ter concluído o ano, bom, vou dizer que sim. Tinha todas as condições de fazer isso e buscar a classificação para a Libertadores. Naquele momento, a disputa pelo título era distante. A gente lutava pelo terceiro, quarto, quinto e sexto lugares.

Eu tinha confiança e convicção de que, mesmo com a oscilação, iria para a Libertadores, a gente iria classificar. Eu conhecia os jogadores e o ambiente. É a minha visão, tinha confiança em fechar o ano desta forma.

Após a perda do título, a gente ganhou da Chapecoense. Tivemos dois gols anulados, só valeu o terceiro. Depois, o Flamengo. Um jogo atípico no Maracanã, jogamos com nove contra 11. Depois se foi reconhecido que houve pênalti no Guerrero. Eu tiro esse jogo da conta pois ele saiu da circunstância normal. Empatamos com o Palmeiras, foi um bom jogo. Saímos para enfrentar o Cruzeiro com uma situação de pênalti para o empate deles. E depois perdemos o jogo para o CSA, com dois gols anulados, bola na trave, 70% de posse de bola. Eles fizeram de pênalti, o que vale é bola na rede.

Foi uma decisão da direção. Justiça ou não é relativo. Eu sinto que tinha todas as condições de fechar o ano. Quem tomou a decisão foi hierarquicamente superior. Cabia a minha respeitar e agradecer a oportunidade."




Agora desempregado, Odair contou como é a rotina fora do Inter.

"Mantenho a rotina de acompanhar futebol. Eu descanso vendo jogo. É a minha paixão. Não é um peso: “ah, vou ter de trabalhar”. Chega a quarta-feira e eu assisto o primeiro das 19h e vou até as 23h. Na quinta, a mesma coisa. Sou um apaixonado por futebol. Não tem nenhuma dificuldade nisso.

Neste período, não perdi jogo nenhum, faz um mês que estou invicto. É como diz o Muricy (Ramalho, comentarista da TV Globo): “aqui a gente não perde”. Estou observando os times... Depois que parei de jogar, ver um jogo tem um olhar diferente. Se a televisão tivesse um plano aberto ainda seria melhor. Poderia ver o movimento da defesa quando o time ataca. Isso só é possível quando alguém da comissão grava. Então, vejo com prazer, mas também analiso os times taticamente, como a ideia se desenvolveu, o que os treinadores estão fazendo... Faço isso com a Série A, o futebol europeu, a Série B, para poder visualizar jogador e estar atento a situações de mercado. Não tem como eu me desligar. É a minha vida desde pequeno. Desde quando eu saí da minha cidade, Salete, no interior de Santa Catarina, aos 14 anos, onde jogava bola em um campinho, o futebol é a minha vida. Minha família sabe. Podemos ir ver um filme, mas se tiver de falar de futebol, vamos falar."


Aqui tem a entrevista completa no Globo Esporte

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