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Pagamento a pai de santo teria sido usado para apresentar notas frias


Piffero foi denunciado pelo MP (Foto: Reprodução)
Piffero foi denunciado pelo MP
(Foto: Reprodução)
Por Rodrigo Rodrigues — Porto Alegre
Instagram: @rodrigorodriguesrrv

O rombo nos cofres do Internacional na gestão 2015/16, comandada por Vitorio Piffero, teve até pagamento a um pai de santo como justificativa para a apresentação de supostas notas frias na prestação de contas do Colorado.

"Eles simularam uma despesa relativa a obras para justificar o pagamento de um pai de santo. Isso foi uma alegação entre tantas outras. A afirmação do pai de santo foi alegada por um dos dirigentes do clube, do patrimônio (área que era comandada por Emídio Marques Ferreira). Isso foi usado para justificar como se iniciou essa tentativa de esquentar valores. Foi uma alegação, entre outras tantas, para tentar justificar essa manobra de valores que não poderiam ser contabilizadas no clube", explicou o promotor Flávio Duarte.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul anunciou na manhã dessa quarta-feira (6), na sede do órgão, em Porto Alegre, a formalização da denúncia criminal contra 14 pessoas, no caso da gestão de Vitorio Piffero. Mais de R$ 13 milhões teriam sido saqueados.

Além do ex-presidente do clube, também foram denunciados empresários, dirigentes e até familiares dos cartolas por supostas fraudes. A causa do MP irá tramitar na 17ª Vara Criminal de Porto Alegre. Entre os crimes apontados pela investigação estão estelionato, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O ex-vice-presidente de Finanças, Pedro Affatato teria desviado cerca de R$ 10 milhões, por meio de serviços fictícios e notas fiscais. As empresas da família do ex-dirigente teriam sido usadas para lavar dinheiro.

"(Piffero) Foi denunciado por organização criminosa e a prática de 200 estelionatos, como co-autor. Ele foi considerado como co-autor de tudo que aconteceu. O regime era presidencialista no clube, as decisões eram tomadas por ele. Ele era um presidente participativo. Nestes termos, considerou-se a participação dele como decisiva nos crimes que foram imputados", explicou o promotor.

De acordo com o MP, o ex-vice-presidente de Patrimônio Emídio Marques Ferreira teria recebido R$ 53 mil em sua conta pessoal e de uma empresa de sua propriedade, a Pavitec do Brasil Pavimentadora Técnica Ltda. Carlos Pellegrini, ex-vice de futebol, teria obtido mais de R$ 230 mil em comissões para concretizar negociações de jogadores como Paulo Cézar Magalhães, Cláudio Winck, Alisson, Ariel e Réver.
Veja abaixo todos os denunciados:

Vitorio Piffero, ex-presidente

Pedro Affatato, ex-vice de Finanças

Emídio Marques Ferreira, ex-vice de Patrimônio

Carlos Pellegrini, ex-vice de futebol

Carlos Eduardo Marques, engenheiro do clube

Ricardo Bohrer Simões, empresário

Adão Silmar de Fraga Feijó, contador

Paola Affatato, empresária e irmã de Pedro

Arturo Affatato, empresário e irmão de Pedro

Rogério Braun, empresário de futebol

Paulo Cézar Magalhães, tio do ex-lateral do Inter de mesmo nome

Giuliano Bertolucci, empresário de futebol

Fernando Otto, empresário de futebol

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