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Pensão atrasada e punido desde julho de 2018. A realidade do atacante Walter


Atacante tinha contrato com o Goiás Divulgação
Atacante tinha contrato com o Goiás
Divulgação
Por Rodrigo Rodrigues — Porto Alegre
Instagram: @rodrigorodriguesrrv

Walter surgiu em 2008 no Internacional como mais uma das promessas do Celeiro de Ases. Porém, a trajetória do centroavante não correspondeu às expectativas. E o atual momento é o pior da carreira do jogador.

O atacante de 30 anos de idade está suspenso desde 5 de julho de 2018, quando vestia a camisa do CSA e foi pego no exame antidoping após um teste urina acusar a presença de furosemida e metabólicos de sibutramina, substâncias utilizadas para emagrecer.

Primeiramente foi suspenso por um ano, mas a Procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem recorreu, venceu, e a punição se estendeu por mais um ano. O atacante treinava em Goiânia e tinha acordo para defender o Goiás na Série A em 2019, mas não pôde atuar. Walter crê que a pena imposta é demasiada severa.

“Sem dúvidas...foi muito duro. Foi minha primeira vez, em dez anos de carreira. Nunca tinha caído no doping. O que eu sei fazer é jogar futebol, eu tenho duas filhas para pagar pensão, além da minha mãe.... Eu estou passando por um momento muito difícil da minha vida, devendo pensão e essas coisas todas (sic). E você sabe como que é esse ‘trem’ (sic) de pensão: se atrasar, ainda corro o risco de ser preso. Eu estou fazendo de tudo aqui, porque estou quase um ano e meio parado sem jogar futebol, como eu vou fazer para ganhar dinheiro? Eu vendi algumas coisas que tinha guardado para pagar pensão e me manter, mas já foi quase tudo embora”, disse ao Yahoo.

“Eu recorri, até porque, com todo respeito, até bandido tem direito a recorrer e se defender. Eu, que não sou um bandido, recorri para conseguir meu trabalho de volta e colocar comida dentro de casa. Só que a ABCD cancelou e falou que se eu continuasse fazendo isso, poderia pegar ainda mais dois anos. Meio que me jurou ainda (sic). Mandaram uma nota cobrando uma multa porque eu recorri, ainda por cima. Nunca vi isso na minha vida", lamentou.




O jogador pode recorrer para o Tribunal Arbitral do Esporte, na Suíça, mas o valor para esta ação é de R$ 100 mil. Walter afirma não ter condição de arcar com esta taxa e busca algum patrocinador para ajudá-lo. Enquanto isso segue a vida sem futebol profissional.

“Hoje eu moro em Goiânia com a minha esposa, não posso treinar, não posso jogar, não posso nada. Eu estou treinando à parte, na academia e em casa. Eu posso ser punido se for pego treinando em algum clube. Eu estou me virando aqui, fiz um projeto muito bom para poder jogar, fiz um time para mim e toda segunda e quinta nós jogamos e arrecadamos cesta [básica] para ajudar as pessoas. Esse projeto está muito bacana, vem crescendo cada vez mais e está me dando bastante força", concluiu.



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